Chamo-me Íris. Este canto é o meu mundo. Que seja também o vosso.

7.8.15

Hoje vivemos uma semana com a intensidade de um mês, os dias passam depressa mas nós apreciamos a lentidão de cada segundo e ainda que nos saiba a pouco tiramos proveito de cada toque, cada sussurro no ouvido, cada beijo. Apareceste do nada e teimas em tornar-te tudo e admito que sempre que esses teus olhos azuis cruzam os meus com um daqueles teus olhares chego a admitir a possibilidade de um dia seres realmente tudo. Isto é tão prematuro mas parece já ter tanta forma. Gostas tanto de velocidade e ironia das ironias, parece que a nossa relação tem turbo. Se fores tão bom nisto como a conduzir sei que vais fazer de mim a mulher mais feliz de todas. O meu medo é quando já nem tentares entender o que me faz gostar tanto do Helton e eu não tentar entender o teu fascínio por carros. O meu medo é que um dia a tua mão já não pegue na minha para meter as mudanças enquanto conduzes e que já nem te dês ao trabalho de encontrar a melhor música para a nossa viagem. Acho que, pior do que isso, o meu medo é que esta viagem tenha fim. Se olhar para trás ainda vejo a linha de partida, mas nunca me disseram a que distância estava a meta, ou se sequer existia. Esta não é uma corrida que queremos ganhar, a minha vitória vai a conduzir o carro. E se ele for abaixo, não te preocupes, temos tempo.

2 comentários:

  1. "E se ele for abaixo, não te preocupes, temos tempo." é mesmo assim que as coisas devem ser... com tempo!

    Brilhante texto!!

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  2. uma vida cheia de amor e felicidade para ti :) adorei

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«Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.»