Hoje vivemos uma semana com a
intensidade de um mês, os dias passam depressa mas nós apreciamos a lentidão de
cada segundo e ainda que nos saiba a pouco tiramos proveito de cada toque, cada
sussurro no ouvido, cada beijo. Apareceste do nada e teimas em tornar-te tudo e
admito que sempre que esses teus olhos azuis cruzam os meus com um daqueles
teus olhares chego a admitir a possibilidade de um dia seres realmente tudo. Isto
é tão prematuro mas parece já ter tanta forma. Gostas tanto de velocidade e
ironia das ironias, parece que a nossa relação tem turbo. Se fores tão bom
nisto como a conduzir sei que vais fazer de mim a mulher mais feliz de todas. O
meu medo é quando já nem tentares entender o que me faz gostar tanto do Helton
e eu não tentar entender o teu fascínio por carros. O meu medo é que um dia a
tua mão já não pegue na minha para meter as mudanças enquanto conduzes e que já
nem te dês ao trabalho de encontrar a melhor música para a nossa viagem. Acho
que, pior do que isso, o meu medo é que esta viagem tenha fim. Se olhar para
trás ainda vejo a linha de partida, mas nunca me disseram a que distância
estava a meta, ou se sequer existia. Esta não é uma corrida que queremos
ganhar, a minha vitória vai a conduzir o carro. E se ele for abaixo, não te
preocupes, temos tempo.
"E se ele for abaixo, não te preocupes, temos tempo." é mesmo assim que as coisas devem ser... com tempo!
ResponderEliminarBrilhante texto!!
uma vida cheia de amor e felicidade para ti :) adorei
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